filmando na palestra

Por que uma live pode ser desgastante e cansativa de assistir

Eu tenho ouvido alguns psicólogos relatando o stress de muita gente nesta pandemia. Eu acredito que isso também pode acontecer por assistirem muita live no instagram, facebook e youtube. O problema não está apenas no fato de as pessoas assistirem o que chamam de “muitas” lives, mas principalmente por causa da “qualidade” dessas lives. Por causa disso eu decidi escrever esse texto para explicar o por que uma live pode ser desgastante e cansativa de assistir.

Eu sou professor desde 1998 e quando comecei eu dava aulas de no mínimo 3 horas e meia sem que os meus alunos experimentassem cansaço. E sempre foi presencial. Em 2010 passei a dar aulas de oratória ensinando as pessoas e melhorarem suas habilidades de falar para uma audiência pequena ou grande.

Assistir uma aula é muito parecido com assistir TV. Você não acha comum que uma pessoa passe muitas horas na frente de uma TV? Pois bem, para quem gosta de TV e assiste programas por horas, normalmente não reclama de cansaço por assistir tanto tempo. 

E sabe por que?

É por que os programas de TV são feitos a partir de um roteiro. Tem qualidade de som e imagem, tem cenário elaborado para compor com o conteúdo e transmitir harmonia e equilíbrio entre o tema exposto e o contexto geral do programa. Assim como uma aula que foi preparada e que segue um padrão de didática.

E qual é o problema das lives?

Uma live não possui todos esses elementos. Normalmente, além de não ter roteiro, uma live não tem linguagem adequada para o conteúdo que está sendo exposto. Também pode não ser indicada ou adaptada para o nível de entendimento de quem assiste. 

assistindo live

Um outro fator que pode ajudar nos desgaste mental de quem assiste muitas lives é que elas normalmente podem levantar muitos questionamentos sem no entanto propor respostas adequadas e definitivas. Geram mais dúvidas do que respondem a essas dúvidas. 

Um outro fator é que, a pessoa que faz a live e se oferece como referência do conteúdo pode, ela mesma não estar muito bem e influenciar seu público de forma não muito positiva. São, em muitos casos, pessoas que não sabem como reduzir confusões na comunicação.

Como professor de oratória, eu tenho disponibilizado quase diariamente, conteúdos sobre estratégias de comunicação e técnicas de oratória para quem quiser aprender de forma livre lá no meu canal do Instagram. Meu objetivo é justamente facilitar para as pessoas obterem o conhecimento necessário para se tornar relevantes e positivos para quem absorve seus conteúdos.

A comunicação na oratória não é igual à comunicação diária, social, sem compromissos.

Que diferenças existem da comunicação na oratória para a comunicação natural?

Na oratória, essa diferença pode ser compreendida através de três fatores simples:

  1. Em uma exposição pública ou para um grupo, normalmente existe a limitação do tempo. Isso faz com que seja necessário um controle do orador para que seu tema seja todo coberto dentro do tempo estabelecido. Assim, ele deverá pensar em uma estrutura que consiga entregar o conteúdo no prazo pré estabelecido e controlado pelo relógio. Outro fator é que a linguagem deve ser moldada o mais adequadamente possível para o perfil do público para quem o conteúdo é direcionado. O orador deve cumprir seu objetivo dentro do espaço de tempo disponibilizado para sua fala. Por fim, o comunicador deve pensar em antecipar respostas para possíveis dúvidas que possam ocorrer no público caso não seja possível que eles participem com perguntas.
  2. A linguagem a ser utilizada em uma exposição pública não deve ser a mais coloquial. Isso garante que seu conteúdo chegue de forma mais limpa e coerente com o conteúdo para um público heterogêneo. Não é adequado ficar usando gírias, maneirismos, vícios de linguagem, palavrões e outros recursos que normalmente são aplicados em um ambiente mais informal. É isso o que reforça o fato de que a linguagem na oratória deve tender para o mais formal, ainda que não clássico. Entenda-se: limpo de recursos coloquiais, populares e simplistas ou linguagem chula.
  3. Uma apresentação para público grande exige uma forma de “elocução” diferenciada. O orador não deverá usar a forma mais comumente aplicada em conversas informais, mas, deverá usar dos recursos de voz, dramatização, semblante e gestos que facilitem a devida compreensão e absorção dos conteúdos expostos. Pessoas que fazem live online sem aplicar recursos assim, normalmente passam por inexperientes. Isso não chega a ser um problema para a imagem da pessoa, porém o tema normalmente pode ficar comprometido. 

Estes exemplos acima demonstram como uma live pode ser a semente para mais confusão do que conteúdos que acrescentam, caso a sua exposição não contemple aspectos mais técnicos.

Como frequentador de lives que eu sou posso dizer com minha experiência de comunicador e professor de oratória que existe muita coisa que pode ser melhorado na performance da maioria das pessoas que se expõe nas redes sociais.

São pequenos detalhes que fazem uma grande diferença quando somados ao longo da fala completa. Todas as pessoas podem falar melhor até o ponto de virarem referência em seu setor de conhecimento. Aliás o que torna uma pessoa uma referência além de seus feitos é também, a sua comunicação de alta qualidade.

Eu acredito que as lives vieram para ficar. São um ótimo recurso para melhorar nossa vida e estimular a cooperação entre nós. No entanto, muito ainda podemos melhorar em nossa performance.

Para saber mais sobre técnicas de oratória e de comunicação eficaz conheça o meu site:

sidneimiranda.com.br

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